02 maio, 2004

"Então, que é que tens feito?"

Caros amigos, a melhor maneira de assassinar um conversa logo à partida (pelo menos comigo) é fazerem esta simples pergunta: " O que é que tens feito?". Uma pergunta típica feita por aqueles amigos que já não víamos há uma eternidade, com os quais já não temos assunto, ou simplesmente nada em comum. Por isso, se são meus amigos e já não me vêm há montes de tempo e por obra do acaso vieram parar a este blog, deixo desde já o apelo: não me perguntem o que é que eu tenho feito se querem continuar meus amigos!!! O que tão à espera que responda? Que fui para África numa campanha para vacinar os povos desfavorecidos? Ou que tenho andado a trabalhar num projecto e acredito que acabei de descobrir a cura para a SIDA? Ou que fui para a Patagónia para me encontrar a mim mesmo? Minha gente, nada disso. Na minha vida limito-me a ir de casa para a escola e da escola para casa. Vivo numa pasmaceira, sou um falhado. Por isso quando me virem digam “Há quanto tempo!! Bem tou ali com uns amigos, até já”. É mais fácil para todos. E assim escuso-me a ter de responder “Não tenho feito nada…” LR
Não há nada como… (4)

...o cheiro da terra molhada. LR

01 maio, 2004

Arriba Portugal!!!

Portugal, ao que parece, saiu hoje da cauda da Europa. Não pela maravilhosa política deste magnífico governo mas pela adesão de mais 10 países à União Europeia. Sei de fonte segura que Durão disse recentemente: " Eles não perdem pela demora! Onde é que já se viu Portugal não ser o país mais atrasado?! Quero isto resolvido e é já!!!" Por isso não se aflijam. Em breve Portugal vai voltar ao fim da lista. Temos o 1º ministro em cima do assunto. LR

30 abril, 2004

Gimnodesportivo

Não queria deixar passar este dia em claro... Hoje foi lançada a primeira pedra do gimnodesportivo da escola e,b 2.3 bartolomeu dias, e a pedra foi lançada pelo presidente da junta de sacavém e pelo presidente da camara de loures (aquele que fica com as contribuições que este ano aumentara 70 %... =| ) é bom ver esta empatia entre os politicos...mas de certeza que esta empatia não é só por tarem a fazer a obra juntos é porque com estas obras que ja deviam ser feitas á muito tempo tapam os olhos ao povo e fazem esquecer coisas como hospital, novo centro médico, etc etc ... só fazem as cenas quando lhes convêm ... CHULOS !

29 abril, 2004

Ai, ai, ai...

Os meus dentes do ciso começam a querer sair. É caso para dizer que estou amolado com o raio dos dentes… LR

28 abril, 2004

3G

Está prestes a arrancar a 3ª geração das comunicações móveis. Estou um bocado atrasado. Ainda mal entrei na 1ª. Mas não me preocupa. Desde que o telemóvel não me pese muito no bolso está tudo OK. Pr’além disso não quero nenhum telemóvel a substituir a presença do meu pai. E se quiser dar uma flor à mais que tudo (que de momento não tenho) vou a correr entregá-la, não mando cá foto nenhuma. Enfim, sou um romântico. LR
Calvin & Hobbes (2)

Abril...

Abril...Aquele mês em que naquele singelo dia 25 nos deu a tão aclamada Liberdade!
E o que é para nós, geração que apenas viveu os 25 de Abril pelos olhos dos outros, a liberdade! Há quem diga que a Liberdade é aquilo que antes havia de menos e agora há em demasia, também há quem diga que isto tudo é uma ilusão e que realmente a liberdade não existe!
Eu digo-vos que a liberdade é isto, isto que estou a fazer, isto que eu tou a escrever, isto é Liberdade!
A noção de Liberdade individual pode ser descrita pela frase: "A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros.", Sim! Mas o que está aqui em causa não é a liberdade de cada um na sua singularidade egoísta, mas a Liberdade de um Povo que a conquistou através de uma Revolução singular e apenas com a uma identidade! Identidade que se julga perdida, mas que os momentos mais difíceis insurge e nos trás de novo à glória, sobre a qual o nosso país se ergueu e para a qual está destinado!
E é com o exemplo do dia da Revolução que devemos encarar estes tempo difíceis por que passamos, mas sem nunca baixar os braços, continuaremos a lutar, mesmo que não pela Liberdade, pelo menos que lutemos pela nossa Identidade como um grande POVO que somos!
VIVA A REVOLUÇÃO!!! HC
Ai, a minha vida...

Então mas a Fernanda Serrano rapa o cabelo e ninguém me diz porra nenhuma?!?! Ando mesmo a dormir... LR
Nem de propósito

Era suposto ter publicado este post anteontem à noite, mas por problemas da internet não pude:

"Aqueles 5 minutos...

De há muito tempo para cá que peço mais cinco minutos cada vez que toca o despertador e a minha mãe me tenta acordar. E tento depois aproveitar aqueles 5 minutos como se me fossem dar o descanso que uma noite de poucas horas não me deu. Mas os tais 5 minutos, que quase todos nós conhecemos, aquele estado semi-acordado, semi-adormecido não resolvem nada. E fora da cama os 5 minutos continuam. Duram até ao autocarro, até as aulas, até ao almoço. E assim vou vivendo, como se fosse um zombie. As minhas manhãs tornam-se névoas na minha memória. Está decidido! Vou mudar os meus hábitos. LR"

Até aqui tudo bem. Ontem na 2ª aula da manhã, por volta das 10 horas, estava eu na moleza descrita no post, até que fecho os olhos. Quando abro, cerca de 10 segundos depois, vejo o professor a fazer-me adeus, e todos os colegas a virar a cabeça para trás. E o resto é história. O prof. pergunta-me a idade, respondo que tenho 18, ele faz uma piada qualquer sobre já ter mais 30 e tal anos que eu, se ter deitado às 4 e estar a dar aula à mesma. Faço o sorriso possível.
Definitivamente vou mudar os meus hábitos. Talvez amanhã... LR

26 abril, 2004

Ainda Abril... (e com este post finalizo o tema 25 de Abril)

As Portas Que Abril Abriu

Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais feliz
dos povos à beira-terra

Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza

Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raíz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado

Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos dos passado
se chamava esse país
Portugal suicidado

Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra

Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos

Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo

Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade

Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão

Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão

Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação

uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com a que a força da vida
seja maior do que a morte

Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão

Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão

Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão

Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa

Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis

Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
- pode nascer um país
do ventre duma chaimite

Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
- é a força revolucionária!

Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade

Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena

E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados "páras"
que não queriam o degredo
de um povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam

Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração

Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma razão
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão

Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra

Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer

E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis

Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua prórpia pobreza

E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.

Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.

Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo de mês de Junho.

Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.

Mas era olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.

E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.

A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que desbobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.

Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.

E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideias
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.
Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio faziam
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.

Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.

E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.

Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.

Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.

Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.

Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.

Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
- cumpriu-se a revolução.

Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabrões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os genarais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.

Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.

E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.

Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.

E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
apenderam Portugal.

Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opões àqueles que o firam
consciência nacional.

Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.

Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.

Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.

Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.

Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
- Não havia estado novo
nos poemas de Camões!

Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.

Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram
das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.

Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.

E em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalhos crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
de um país que vai nascer.

Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser

pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.

No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!

É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.

Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua prórpia grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.

Na frente de todos nós
povo soberano e total
e ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.

Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisa em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser reoubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!

José Carlos Ary dos Santos

24 abril, 2004

P. P.

800 milhões de euros, 40 milhões de contos… é quanto o Paulo Portas nos vai roubar para aliviar o seu traumazinho de infância, para poder brincar com barquinhos. “A NATO considerou um desperdício o investimento de centenas de milhões de euros na compra de submarinos novos para a Armada portuguesa, revelaram ao DN fontes aliadas. (…) “Portugal tem pouco dinheiro e o pouco que tem será desperdiçado na compra de submarinos, tendo-nos pedido que justificássemos tal opção. Não o faremos”, escreveu a NATO num dos documentos classificados acerca dessa matéria e citado pelas fontes.”. Estamos entregues aos bichos… LR
sobre aqueles mails...

Não é novo, mas algumas pessoas ainda não perceberam...
>
>Olá, sofro uma estranha e mortal doença, medo de ser executado por
>eletrocução anal e sentimento de culpa por não reenviar 50 milhões de
>merdas de cartas em cadeia que me foram enviadas por pessoas que acreditam
>que se as reenviam, essa pobre menina de 6 anos do Arkansas, com uma teta
>na nuca, será capaz de reunir dinheiro suficiente para operar-se antes que
>os cabrões dos pais a vendam a um circo ambulante Polaco.
>
>Realmente acreditam que por reenviarem um mail, o Bill Gates dá-vos 1000
>dólares?
>Ou que vos oferecem um telemóvel?
>
>Talvez um vibrador?
>
>SERAO ASSIM TAO BURROS??
>Oh! Espera, esta é outra.....
>Se leres mais abaixo e pedires um desejo, VIRAO TODAS AS MODELOS DA PLAYBOY
>PRA TE FAZER UMA MAMADA!!
>Que monte de merda....
>
>Basicamente este mail é um QUE TE FODAS a todos aqueles que não têm nada
>melhor que fazer do que enviar mails estúpidos em cadeia. Se calhar os
>gnomos da "carta maldita em cadeia" entrarão no meu quarto, para me
>sodomizar enquanto durmo por não continuar aquela carta que começou Jesus
>Cristo no século V a. C. e que me foi enviada por obra e graça dos
>peregrinos de Fátima. QUE SE FODAM!!
>Se vais reenviar-me algo, por favor, QUE SEJA ENGRAÇADO!!
>Tou farto de ver "envia isto aos teus 50 melhores amigos nos próximos 6
>minutos e aquele menino Francês, por artes mágicas, será curado".
>Mostrem um pouco de inteligência e pensem em que é que estão a contribuir
>com estas merdas.
>Sim! Só se estão a tornar impopulares, demonstrando que só sabem foder a
>paciência aos outros... não têm mais nada que fazer???
>
>Há 5 tipos de cartas em cadeia:
>
>
>TIPO 1
>
>Pede um desejo!
>
>A sério! Pede um de verdade! Sê realista, nunca conseguirás comer essa
>gaja!!.... DESEJA OUTRA COISA!
>Isso não pervertido!
>
>A miúda só tem 12 anos!
>Espero que tenhas pedido um bom desejo agora, isto é a sério!
>Se não mandares isto a 53453457 pessoas nos próximos 5 segundos serás
>enrabado por um burro e catapultado para um poço de merda.
>Obrigado!!
>
>Boa sorte!!!
>
>
>
>TIPO 2
>Olá e obrigado por ler este mail.
>Há um pobre menino em baklavilatfjflsdehddtan que não tem pernas, nem
>braços, nem pais, nem cabras. A vida deste menino pode ser salva porque
>cada vez que envies este mail, um dólar será doado à Fundaçâo "Menino de
>baklavilatfjflsdehddtan sem pernas, nem braços, nem pais, nem cabras"
>Ah! Lembra-te que não temos forma de contar os mails enviados, ou seja isto
>é tudo uma grande merda. Siga... Envia isto a 5 pessoas em 47 segundos.
>Ah! se te enganas e só envias a 4 pessoas, morrerás instantaneamente.
>
>
>
>TIPO 3
>História Verídica:
>
>Miranda Pinsley estava de volta a casa num sábado.
>Ela tinha ignorado esta carta.
>Tropeçou num cagalhão, caiu para dentro de uma sarjeta, foi absorvida pelo
>esgoto e foi parar a uma ETAR cheia de merda.
>Além de cheirar mal à brava, morreu! Isto poderá acontecer-te!!
>
>História verídica:
>Dexter Bip, um chavalo de 13 anos, recebeu esta carta e ignorou-a.
>
>Nesse mesmo dia foi atropelado por um carro, junto com o namorado (Sim,
>alguns começam tão jovens......) Ambos morreram e foram parar ao inferno
>onde lhes mandaram comer pilas até ao final da eternidade!!
>Isto poderá acontecer-te!!
>Lembra-te que poderás acabar como estes chavalos!!
>Simplesmente envia este mail a todos os teus contactos e tudo seguirá
>bem!!!
>
>
>
>TIPO 4
>Estou indignado porque descobri uma página web em que um cabrão de um
>Koreano mete elefantes em frascos de vidro para que as pessoas os comprem e
>os metam no olho do cu; Assim decidi começar esta cadeia para que todos os
>chupa pilas que acreditem assinem este mail e o reenviem a todos os seus
>contactos.
>
>1- Pacovsky Vodka - Mongolia 2- Benjamim Frou - Marrocos 3- Zé - Beja
>Por favor! Quando chegar ás 453656345 assinaturas, envia uma cópia ao FBI
>para que morram a rir-se com a estupidez que fizeste !!
>Meu deus......
>
>
>
>
>TIPO 5
>Olá escrevi um poema, envia-o aos teus amigos!
>Amigo é aquele que sempre está a teu lado.
>Amigo é aquele que te quer, mesmo que cheires a merda e tenhas hálito de
>comer comida de cão
>Amigo é aquele que te admira mesmo que sejas mais feio que um olho do cú
>Amigo é aquele que te limpa os vómitos com a sua camisa
>Amigo é aquele que te aspira a casa, limpa o WC, arruma o quarto e no final
>do mês agarra no cheque e vai-se embora.
>Merda!!
>Essa é a mulher da limpeza!!
>
>Um amigo não te manda mails em cadeia!!!
>Agora reenvia isto ou nunca mais praticarás SEXO!!!
>
>
>Fora de brincadeiras, a moral deste mail é: Se receberes uma carta que
>ameaça a tua vida, ou que pretende deixar-te sem sorte para o resto da tua
>vida, APAGA-A!!!!
>Se for engraçada como esta REENVIA-A. NAO CHATEIES AS PESSOAS fazendo-as
>sentir-se culpadas de um pobre leproso do Botswana, que está há 27 anos
>atado a um elefante morto, e cuja única salvação são os 5 cêntimos que
>receberam se reenvias este mail, senão acabas como a menina da ETAR!!

D.Marques

23 abril, 2004

Dia Mundial do Livro!

No Dia Mundial do Livro leiam um livro. A sério. LR
A essência do futebol



Mais do que qualquer lance de grande penalidade por marcar, mais do que qualquer cartão amarelo por mostrar, mais do que as detenções de figurões do futebol (que há anos andam a estragá-lo), mais do que qualquer fora de jogo mal assinalado, ficou-me na retina a expulsão de que foi vítima Jorge Andrade, ontem no jogo entre FCP e Depor. Que injustiça para tão amigável, tão exemplar rapaz, que vê um gesto de carinho, um daqueles gestos que nos faz gostar ainda do futebol, ser transformado num acto de violência. Foi num repente que lhe roubaram o sorriso. Roubado por um árbitro estúpido indiferente ao esclarecimento do Jorge : "He is my friend, he is my friend". E agora de certeza que não volta a repetir gesto idêntico, gestos que tanta falta fazem. É pena. Um toque amigável num “amigo”, como que a dizer “levanta-te lá”… E um “amigo” de braços abertos num reflexo, pronto a pedinchar por qualquer coisa, que depressa se transformou em confusão naquela cabecita. E no fim, a berraria do costume, as guincharias de quem se esquece muito rápido, muito rápido mesmo, de quem por vezes diz “errar é humano” quando é favorecido, mas logo a seguir clama por “castigo” quando o erro é contra ele. Pfff… Que venham mais Jorges! O futebol está a morrer. LR

22 abril, 2004

Viva a Fé!

Hoje venho falar-vos de um mail que recebi, como já devem ter percebido era de teor religioso e dizia assim:

"Quando um homem abaixa a cabeça e diz: Perdi a cabeça...
Deus também abaixa a cabeça e diz: Perdi um homem...
*Senhor, te amo e necessito de ti, estás em meu coração, abençoe minha familia, minha casa, minhas finanças e meus amigos.
Em nome de Jesus Amén!
Passe esta mensagem a todos de seu catálogo de endereços, excepto eu e você.
Amanhã receberás um milagre, não ignore e que Deus te bendiga!!!"

Como é que eu vou comentar isto...
Bem, primeiro é interessante ver que o Evangelho já se aliou às novas tecnologias!
Em seguida é interessante reparar que Deus e o seu filho estão a expandir o seu negócio, pelos vistos adquiriram uma seguradora e agora podem proteger os nossos amigos e familia, mais importante que isso, podem proteger os nossos bens materiais que tanta falta nos fazem na eternidade!
É também interessante reparar neste apoio ao capitalismo aqui presente!
Deus e Jesus Cristo são de Direita!
Portanto a nós pessoal de Esquerda resta-nos contentarmo-nos com o reino das trevas! Fixe não é? HC
Não há nada como... (3)



...um lápis novo. LR
Civismo

Há dias dei comigo a acenar num gesto de agradecimento a um condutor que parou na passadeira deixando-me atravessar a estrada. E pus-me a pensar no motivo de tal gesto. Então mas não é dever dos condutores pararem na passadeira quando um peão mostra vontade de atravessá-la? Mas cheguei à conclusão que o aceno não era um “obrigado”. Era um “parabéns pelo seu civismo”. LR
Não há nada como...(2)



…uma borracha nova. LR