01 março, 2009
Sentimentos
Começo a não ter a certeza se quero mostrar os meus, tornam-me vulnerável a ataques, mas não me tornam fraco, porque não são os sentimentos que me enfraquecem, por outro lado podem dar essa sensação a quem me queira atacar.
Mas porque raio havia alguém de me querer atacar? Não sei. Nem sei bem porque é que as pessoas se atacam mutuamente. Não advogo o “dar a outra face”, mas vinganças mesquinhas também não me agradam. Se temos problemas com alguém temos que nos confrontar a nós e a eles com esses problemas e se a diplomacia falhar que venha a batatada! Agora “pratos que se servem frios” não são propriamente a minha área de interesse, o tempo que alguém perde a magicar uma vingança bem que o podia utilizar para fazer algo de útil.
Percebo agora que não há muito a dizer sobre sentimentos, por isso mesmo são sentimentos, servem muitas vezes para expressarmos aquilo que não conseguimos dizer, mas escondermos os sentimentos vamos torna-nos pessoas com problemas de expressão, o que torna muito mais complicada a tarefa de sermos compreendidos, que no fundo é a grande luta do indivíduo, fazer-se entender e fazer-se compreender.
Por outro lado, se optamos por esconder os sentimentos é porque queremos esconder parte de nós, porque não queremos ser um livro aberto, mas possivelmente uma bíblia, que se lê três vezes e das vezes que se lê parece que se está a ler um livro diferente. Isto até nos pode tornar interessantes, não dignos de confiança, mas interessantes.
No fundo, acho que o ideal é o meio-termo, não quero ser o sentimental que corre o risco de se aparentar com um cínico, mas também não quero ser uma pedra, sem sentimentos. HC
23 fevereiro, 2009
Meia Década na Macacada
Venho por este meio dar os calorosos parabéns ao blog de todos nós.
Meia Década é muito tempo de vida para algo que começou como uma brincadeira e que no fundo o continua a ser, pois se assim não fosse já teria morrido.
A maioria de vós os três, dois pelo menos, estar-se-ão a questionar:
Então mas isto ainda não morreu mesmo?
A resposta é Não!
Quem morreu foram os seus intervenientes, ou pelo menos continuam alheados no seu estado de vida latente, entenda-se por latente estar um a trabalhar e outro a estudar.
A Verdade é que nos esquecemos de dar os Parabéns na data certa e o ano passado nem Parabéns houve! Shame on Us!
Mas a vida continua e ninguém nos vai levar a mal, é Carnaval e porque no fundo ninguém lê isto, o que nestas situações até é bom.
De qualquer forma… A Luta Continua! Os Macacos Continuam no Seu Galho a Mandarem Pedradas a Tudo o que Mexe! Venham Mais Cinco! É o que nós no Desejamos! HC&LR
d.d.e.*- A data do aniversário é 11 de Fevereiro, para o caso de alguém querer dar os Parabéns para o ano que vem!
*(d.d.e. – significa depois de escrito, que é o mesmo que ps, mas começo a ganhar alergia a essas iniciais)
26 janeiro, 2009
Desafio 8 Desejos
Ora, agora o que interessa:
1- Que parem de brincar com as nossas vidas para beneficio próprio!
2- Que consiga ter alguma estabilidade, que me permita viver mais e sobreviver menos.
3- Que a nossa espécie deixe de ser um virus e passe a ser a cura para o planeta.
4- Que haja igualdade de direitos e deveres.
5- Que eu e os que me rodeiam sejam felizes!
6- Que Portugal se torne finalmente num país, em vez de uma Anedota.
7- Que se Cumpra a Constituição! (acreditem que só isto melhoraria as nossas vidas de uma forma que não imaginamos)
8- Que o Sócrates tenha Diarreia e não possa fazer Campanha!
Passo Então o Desafio a:
Ao Camarada Luis, visto que o Desafio era ao Blog!
Devaneios Desintericos
Didiawe
My Dark Star
Panfleto Mágico
Midrajne in an Animal World
Vanda
Yannick
Espero que não seja contra as regras, mas alguns dos desafiados são FotoBlogs.
Não tenho tido grande cabeça para escrever ou sequer para pensar, mas este desafio animou-me um pouco, simplesmente por saber que não sou nenhuma anormalidade a pensar em coisas que mais ninguém pensa, afinal parece que não estou sózinho, só isso já me faz sentir melhor. HC
09 janeiro, 2009
Utopias
Não sei se é verdade, se não. Apenas sei que se realmente o é, então estou condenado a viver uma vida por conta de outrem, em que todas as minhas decisões estão rodeadas de condicionalismo e que poderei apenas ir escolhendo o menos mau do que me é posto à frente.
Dizem que as ideias por que luto não são mais que meros sonhos inatingíveis, típicos e efémeros, como assim é a fase da vida que atravesso, a juventude.
Pois o mundo é como é e só nos resta rendermo-nos às evidencias e seguirmos o nosso caminho, ordeiramente, como assim fizeram a maioria das gerações que nos antecederam e assim farão, cada vez de forma mais submissa as gerações vindouras.
Dizem-me também que as pequenas conquistas do passado, até essas, se têm vindo a desvanecer e a serem gradualmente retiradas. Que tudo aquilo por que lutaram foi em vão, pois nada foi conquistado, senão represálias e mau trato.
Gostava de continuar a acreditar que ainda tenho direitos, voz e poder.
Pois um dia alguém me contou uma história, não sei se verdadeira se de embalar, que o povo em tempos saiu à rua, e que ele tinha a voz e o poder e o rumo de um País, do Mundo! Nas mãos…
Se calhar sonhei… se calhar nem sequer uma historia é… Pois, se verdadeira ou de embalar, o que esta história oculta, é que o mesmo povo, que um dia pegou nas rédeas do seu destino, no minuto a seguir, as passou para as mãos dos mesmo que as tinham antes.
Se o que acredito são Utopias… se eu sou um Utópico… se sou um sonhador de sonhos impossíveis… então não só eu, mas o País, o Mundo está condenado a um futuro ainda mais terrível que o presente e o passado! HC
24 dezembro, 2008
Mensagens de Natal
Será que somos todos tão iguais que os nossos amigos possam pegar numa porcaria de uma frase e enviá-la de igual forma para todos os amigos?
Ou será que quem as manda é calão o suficiente para não se querer dar ao trabalho de enviar uma mensagem personalizada para cada um dos amigos, mas ainda assim envia qualquer coisa para não parecer mal-educado?
Sinceramente, e espero que não me levem a mal, mas preferia que não enviassem nada!
Eu não envio boas festas a ninguém, não por ser mal-educado, mas porque sou calão, acho que uma mensagem não se iria adequar a todos os meus amigos e depois também há aquele pormenor que é eu não gostar muito do natal.
Quanto ao Natal propriamente dito… Este ano não vou fazer a habitual crítica à hipocrisia desta época, ao consumismo, nem à religião.
Este ano vou simplesmente deixar-vos o que realmente penso do natal, não o que penso do natal que nos entra em casa pela televisão, mas o verdadeiro natal.
O Natal ate que é Bonito!
É só isto…
Estava a brincar.
O Natal… o Natal não é a caridadezinha da Popota e das Senhoras, que através de um canal de televisão, visitam o IPO do Porto para dar um pouco de alento aos doentes e para que ao mesmo tempo a canal de televisão explore a história e nos sensibilize muito com as imagens.
Para mim, o Natal é precisamente o contrário. É a altura do ano em que nos devemos dedicar aos nossos, à nossa família, que se junta tão raramente.
Para defender as causas sociais deveríamos dedicar o resto do ano!
O Natal não é gastar tempo e dinheiro em compras, quase que numa competição para ver quem compra mais e melhor, ou quem deu as melhores prendas este ano.
Para mim, o Natal é partilhar, nem que seja a companhia com quem gostamos e quem gosta de nós.
O Natal não é a festa de anos de um senhor que nasceu à 2008 anos atrás.
Para mim, é a festa de anos do meu avô que nasceu a 24 de Dezembro de há uns valentes anos atrás e que ainda hoje é vivo!
O meu Natal não é o ideal, vai sendo que o que se pode arranjar a cada ano que passa, mas há pessoas que vivem Natais bonitos, Natais verdadeiros!
Já é tempo de sermos nós a nascer para a realidade que nos rodeia! HC
03 dezembro, 2008
19 novembro, 2008
O Magalhães
A começar pelo nome. Magalhães! É bonito de se pronunciar. E é também alusivo à história de Portugal e do que mais nos orgulha como portugueses, os Descobrimentos, invocando assim Fernão de Magalhães, português que fez a primeira circum-navegação do mundo ao serviço do Reino de Castela!
Não havia navegadores portugueses que tivessem feito qualquer coisa extraordinária ao serviço de Portugal e que pudessem dar o nome a um computador?
Bartolomeu (alusivo ao Bartolomeu Dias), era descobridor, era português, trabalhava para Portugal e ainda não tem nenhuma ponte, torre ou centro comercial com o nome dele.
Pero! (alusivo a Pero Vaz de Caminha). Era mais um escrivão, mas estava lá quando se descobriu o Brasil e escreveu uma carta bem bonita ao Rei de Portugal e se os americanos têm a Apple, porque não poderíamos nós ter o Pero?
Ou o Brites, por exemplo... (alusivo a Brites de Almeida, mais conhecida como Padeira de Aljubarrota), não andava de barco, mas sempre deu porrada nos espanhóis, não foi trabalhar para eles.
Eu comprava um Brites!
Deram o nome de um descobridor ao computador, mas quem vão ter que ser uns grandes descobridores serão os pobres dos miúdos para encontrarem os Magalhães oferecidos às escolas.
Então não é que o senhor Sócrates vai fazer propaganda para escolas, a dizer que oferece computadores e trinta por uma linha e, quando a festa acaba, os computadores voltam todos para o caixote onde tinham chegado?
Pois é!
Ou o Magalhães e o Sócrates são verdadeiramente inseparáveis, ou anda para aí Cambalacho! HC
18 novembro, 2008
O entendido da música
- O entendido da música aprecia um concerto de forma muito diferente da do comum mortal: braços cruzados, cigarro na mão, perfeitamente imóvel, esgar frio, de desconfiança, nunca se rebaixando ao artista sob a forma de aplausos no fim das músicas.
- O entendido da música decompõe cada música, analisando individualmente o seu ritmo, métrica, duração, altura, timbre, polifonia, e outras tantas características objectivas.
- O entendido da música não gosta de instrumentos pouco convencionais.
- Ao entendido da música a, assim denominada, ‘boa onda’ causa cólicas.
- O entendido da música despreza a opinião do comum mortal sobre música, fazendo questão de imediatamente colocar o comum mortal no seu lugar evocando um qualquer álbum dos anos 80 de que só um conesseur poderia ter ouvido falar.
- O entendido da música nunca demonstra qualquer emoção ao ouvir uma música – a sua missão é avaliar a música, objectivamente.
- O entendido da música jamais se permite mover ao ritmo de uma música.
- O entendido da música nunca pula como um louco, nunca se abraça a alguém especial num concerto, nunca dança marimbando-se para o facto de não saber dançar, nunca acompanha o músico cantando a plenos pulmões.
- O entendido da música jamais desfrutará da música em todo o seu esplendor e jamais terá legitimidade para falar de música. LR
O regresso - Parte XXXVII
Até já! LR
01 outubro, 2008
Este Não É Um Texto Bem Disposto
Creio que a única forma de arranjar uma solução é fazer “Reset” à sociedade, que caia já o meteorito e nos leve a todos para um modo de vida primitivo! Mas mesmo formatando a sociedade, estou certo que voltaríamos a cair no mesmo tipo de sistema, porque tem sempre que haver uns poucos e mandam e uns muitos que obedecem. E esqueçam a ideia de que o Ser Humano é por natureza bom, o que é o bem e o mal? O que o Ser Humano é é Ganancioso e Sedento de Poder!
Igualdade?! Qual Igualdade?! Nós queremos é o nosso no nosso bolso e que não nos chateiem muito a cabecinha!
Vergonha? Sim, acho que também é esse o sentimento. É isso que sinto quando vejo aquilo que somos ou que nos tornámos! HC
21 setembro, 2008
Porno Marcial Série B
Indo, então, ao que interessa!
Depois de uma rigorosa análise do panorama cinematográfico ocorreu-me algo que pode vir a revolucionar o cinema.
Temos a indústria pornográfica, a de filmes de artes marciais e a de romances série B. O que aconteceria de ocorresse uma fusão destas três indústrias?
Todas têm coisas que agradam ao público geral: os filmes porno têm sexo, os de artes marciais têm porrada e os romances série B têm… bom, não sei o que é que têm, mas são como as novelas da TVI, mau argumento, maus actores, má realização, mas a verdade é que há muita gente que as vê.
Desta fusão poderia até sair uma megaprodução, usando os fundos das três industrias.
Até já pensei numa cena e parte do argumento, e reza assim:
A senhora chama o canalizador e recebe-o à porta em trajes menores, acabando por se envolverem numa cena de sexo escaldante, entretanto entra o marido, que, ao contrário dos filmes porno, não se junta à festa, mas envolve-se numa espectacular cena de pancadaria com o canalizador. Acalmados os ânimos, descobre-se que o canalizador e a senhora são gémeos separados à nascença e que o marido é infiel. Situação que vai dar origem a mais cenas de sexo e pancadaria.
Foi só uma ideia…
Sem mais, me despeço e espero estar de volta às macacadas em breve. HC
29 abril, 2008
Pergunta Intrigante…
25 abril, 2008
31 março, 2008
A Nossa Piada
13 fevereiro, 2008
Subjectividade – A Resposta Universal
Faz-nos parecer tão respeitadores de todas as opiniões que nem nos damos ao trabalho de dar ou ter a nossa.
Poucas coisas me tiram mais do sério que ouvir alguém dizer que “opiniões não se discutem”, ou o tão simples “isso é subjectivo”.
Como é que se aprende a ser tão transparente que se consiga conceber que um genocídio pode ser algo bom para alguém e como é essa a opinião da tal pessoa nós devemos respeitá-la?
Perdoem a imperfeição da minha pessoa, mas transparente é algo que não consigo ser!
Posso conseguir ver algo de forma imparcial e até perceber racionalmente o que levou a o que quer que seja, mas nunca vou conseguir deixar de tomar partido do que acredito, logo na minha intervenção vou ser sempre parcial.
Quanto às opiniões… Estou sempre pronto para discuti-las, senão o que vou discutir? Se o ditado fosse correcto nós apenas deveríamos discutir em concordância, o que faria de nós conformistas, pois é impossível todos pensarmos o mesmo acerca de tudo! E quanto a respeitar as opiniões dos outros, também peço imensa desculpa, mas há opiniões que não respeito, nem posso respeitar!
Se tudo é subjectivo, a própria subjectividade é subjectiva, logo, os juízos de valor que fazemos até podem estar correctos!
Eu pelo menos sei, sem qualquer subjectividade, que vou continuar a defender aquilo em que acredito, com argumentos, não relativizações. HC
28 janeiro, 2008
Parem o Autocolante
Este fenómeno (e de fenómenos percebo eu), que é o Autocolante na Parte Traseira do Automóvel, tem que ser travado!
Sim! Eu sei que todos nós já sonhámos ter na Parte Traseira do nosso Automóvel um Peixinho Cristão, uma Penélope, um “Bebé a Bordo”, ou até mesmo um “Jesus é o Senhor!”. Mas ter um Autocolante destes na Parte Traseira do Automóvel demonstra tanta falta de gosto como ter pendurado no Hall de Entrada de Casa o quadro dos “Cães a Jogar Póquer”! (embora seja um quadro bem bonito, quando se pode ter o “Menino a Chorar” porquê escolher outro?)
Mas a discussão do que deverão ser os gostos das massas deixo para os senhores da Televisão!
O grande perigo do Autocolante na Parte Traseira do Automóvel prende-se com o facto de contribuir para a estereotipagem e consequente discriminação dos condutores que deles são portadores!
Eu próprio dou comigo a insultar o condutor aselha que vá à frente com frases como: “Cristão do Ca…lho!” (para bom entendedor, meia palavra basta!)
Ou quando estou extremamente enervado digo coisas como: “Lá por teres um Peixe colado na Parte Traseira do Carro isso não faz de ti um Carapau de Corrida!”.
E depois fico com um peso na consciência por ter dito estas coisas. É por isso que defendo que o Autocolante na Parte Traseira do Automóvel devia ser banido para todo o sempre! HC
19 janeiro, 2008
Porque, parecendo que não, é bonito e é higiénico
Ali quebrei tabus, ali redefini higiene pessoal, ali desfrutei do bonito clique metálico, ali aprendi como a higiene pode ser bonita.
Por tudo, obrigado senhor idoso. LR
08 janeiro, 2008
A Lei
Por exemplo, os fumadores contraíram todos Lepra no dia 1, é o que parece, pelo menos a ver pela cara das pessoas que passam pelos fumadores à porta dos cafés. Quando entra alguém apalpo sempre as orelhas e o nariz, não me vá ter caído um desses membros e eu não tenha dado conta.
Sim! É verdade! Nem toda a gente reage assim. Há sempre aqueles que olham com um ar de: “Coitadinho é agarrado…”
Na realidade a nova lei vem trazer um ambiente bem mais agradável aos estabelecimentos, livrando, principalmente, aquelas casas mais pequenas do seu ambiente hostil, em que até as moléculas de CO tinham dificuldade em existir tal era o aglomerado de fumo.
Por outro lado existem locais em que a proibição de fumar não faz qualquer sentido, como é o exemplo das discotecas!
No caso dos restaurantes, aí acho que todos agradecemos a chegada da malfadada lei. Comer fumo não consta da minha ementa de eleição.
E todos veremos a facilidade com que passaremos a poder arranjar mesa em qualquer restaurante, visto que aqueles sabujos que ficavam lá, depois da refeição, a beber o seu digestivo e a fumar o seu charuto vão ter que arranjar outro local para o fazer!
02 janeiro, 2008
Como passar o ano em beleza, em 12 lições
Juntar os melhores amigos numa casa pequena
Não ver TV
Cantar
Dançar
Pular
Rir
Berrar
Kanimambo
Churrascada
Comer e ‘Buer’
Dormir mal/ Não dormir LR

