29 janeiro, 2014

Números

Para eles somos apenas números!
Não me recordo já de quantas vezes ouvi esta frase enquanto crescia e de quantas vezes pensei que isso não fazia sentido, pois eu não sou um número, ninguém é!

Agora percebo o que queriam dizer… somos o número de votos, o número de euros que contribuímos, o número de desempregados e empregados, o número de vassalos!

Mas para mim isso continua a não fazer sentido, porque nós não somos só números, ninguém é só um número!

E é por isso que para mim eles não são só as Bestas que nos lideram, são seres humanos, embora à primeira vista possam não o parecer, como nós numa folha de papel também possamos não o parecer para eles.

Mas a verdade é que somos todos iguais!

A única diferença entre nós é que eu já sei que eles são humanos e eu para eles ainda sou só um número…

Mas isso um dia vai mudar… mesmo que eles não mudem, nós abriremos os olhos e escolheremos alguém para nos liderar que não seja uma Besta e que não nos veja como números!


Até lá… Lutamos! HC

17 agosto, 2013

O Caminho do Abismo

 Portugal dirige-se a todo o gás para o abismo social, com as mais absurdas privatizações em vista. 

 Para os mais desatentos ou para aqueles que lhes custa a acreditar que estão a ser enganados, tudo isto pode passar despercebido, é um facto, mas a verdade é que está em marcha, sem dramatismo, a destruição pura e completa do Estado! 


 Não pretendo entrar em detalhes maçadores, por isso vou enumerar apenas as áreas que estão à beira do abismo e onde o Portugal decidiu dar o passo em frente: 


 SAÚDE – Já vem do governo PS em que foi introduzido o conceito de USF (Unidade de Saúde Familiar), este novo tipo de centro de saúde, que muitos de vós podem já estar inseridos e nem sequer notar a diferença, introduz a possibilidade de privados administrarem centros de saúde de cuidados primários, tudo são rosas neste novos centro, mais vagas, mais facilidade de acesso, melhor acompanhamento, menos para quem fica sem médico de família. Nas USF o conceito de utente sem médico de família não existe, mas por vezes os números de médicos da unidade não cobre toda a população, este excedente de utentes tem que depender da “caridade” de um centro de saúde tradicional vizinho que irá ter que criar condições para o atendimento destes utentes. Até ao momento não tenho conhecimento de nenhuma USF administrada por privados, mas decerto não tardarão a aparecer, desde o momento que o investimento lhes pareça vantajoso. 


 O mesmo não pode ser dito dos Hospitais, onde já existem as parcerias público-privadas, que a olho nu pode parecer algo fabuloso, com o que parecem ser melhores instalações, melhores condições de acesso, tudo de bom portanto! A verdade é que todos estas vantagens derivam apenas do facto de funcionarem em instalações recém-construídas, não por a gestão privada ser melhor que a pública. Até porque se a saúde é uma área que segundo os nossos governantes dá prejuízo, que interesse poderiam ter os privados senão a elaboração de contractos e acordos que prejudicam o estado, logo os contribuintes, por conseguinte os utentes, com o resultado final de um serviço em nada superior ao público e com custos mais elevados. 


 EDUCAÇÃO – Em relação a este tema, sobre o qual não estou tão bem informado, deixo-vos um texto que não é meu, mas que remete às origens desta ideia tão original que são os Cheques –Ensino:


 "Tragédia em Nova Orleães, 2005. Enquanto o mundo assiste ao flagelo dos moradores com as inundações causadas por tempestades que estouraram os diques da cidade, o economista Milton Friedman apresenta no jornal The Wall Street Journal uma ideia radical. Aos 93 anos de idade e com a saúde debilitada, o papa da economia liberal das últimas cinco décadas vislumbrava, naquele desastre, uma oportunidade de ouro para o capitalismo: "A maior parte das escolas de Nova Orleães está em ruínas", observou. "É uma oportunidade para reformar radicalmente o sistema educativo". Para Friedman, melhor do que gastar uma parte dos bilhões de dólares do dinheiro da reconstrução refazendo e melhorando o sistema escolar público, o governo deveria fornecer vouchers para as famílias, que poderia gastá-los nas instituições privadas. Estas teriam subsídio estatal. A privatização proposta seria não uma solução emergencial, mas uma reforma permanente. A ideia deu certo. Enquanto o conserto dos diques e a reparação da rede eléctrica seguiam a passos lentos, o leilão do sistema educativo tornava-se realidade em tempo recorde." (A doutrina do choque)


 Acredito que o paralelismo possa parecer exagerado, mas será?


 Enquanto tudo isto acontece, estamos nós ocupados, compreensivelmente, em arranjar uma forma de pagar a renda, a próxima factura da luz, da água e no meio de tudo isto ainda conseguir ter alguma comida no frigorífico…


 E por falar em contas, a Electricidade já foi privatizada e liberalizada, o que supostamente iria produzir competição entre empresas e consequentemente a redução de preços, mas pelos vistos não é bem assim… 


 A próxima será a Água…


 Este plano tem tudo para ser bem-sucedido, a não ser que de repente o povo acorde! HC

09 agosto, 2013

É Muito Boa Pessoa, Só é Pena Ser Comunista!

"Não duvido que este Senhor foi na realidade um grande escritor, além de outras virtudes. Como ideologia política que escolheu, dou-lhe nota negativa."

Este foi um comentário que li relativo à notícia da morte de Urbano Tavares Rodrigues.
Este entre muitos que oiço e leio sobre comunistas mortos e vivos, que por onde passam só deixam boas impressões, à excepção de um aspecto, serem comunistas!

Será que a incoerência de raciocínio dos demais é tal que não conseguem conceber que tudo isto pode estar relacionado?

Estas pessoas escolheram como ideologia o comunismo por serem bons e humanos e viverem de olhos abertos, sem egoísmo, nem ciúme!
Muitos o escolheram por ambicionarem uma vida melhor, outros por não se conformarem com a sua posição social e ambicionarem para os outros aquilo que eles já têm!
A isto chama-se altruísmo!
Podiam muito bem ter-se ficado, como de resto faz a maioria das pessoas abastadas, pela caridade, a pena e a contribuição de algum género alimentício ou monetário.
Essa seria a forma mais fácil de aliviar o seu remorso, o mais difícil é descer do pedestal!

Percebo que o Comunismo tem a sua reputação manchada pelas suas diversas aplicações práticas mal sucedidas, mas na minha humilde opinião, o comunismo nunca foi realmente aplicado, pelo simples motivo que este não se aplica, este acontece e acontece apenas quando todos o querem, sem isso, nunca irá funcionar.

O Comunismo não é um partido político, é uma filosofia de vida, há quem o compare até a uma religião, à falta de melhores argumentos.
Com isto quero dizer que há muitos comunistas que não estão no PCP (nem em qualquer outro partido da esquerda comunista) e há sem dúvida muitos militantes destes partidos que não são comunistas.

A Utopia do Comunismo como é chamado por muitos, mas meus amigos, o sonho comanda a vida e mesmo que não se chegue lá nunca, o importante é a viagem e o saber que a cada dia se está mais perto de algo melhor.

Prefiro viver nesta Utopia que no mundo que vejo todos os dias pela janela.
Em que todos se atropelam quando se poderiam unir.
Em que se deixam escravizar quando se podiam libertar!
Em que acreditam que a ganância, a inveja e o ciúme são a características da natureza humana!


Pois há pessoas que provam o contrário, conheço algumas, uns comunistas, outros não… mas capitalistas… Nenhum! HC

17 junho, 2013

PORTUGAL, UM PAÍS ESTÚPIDO…

Quando uma classe profissional tão influente na construção do nosso futuro é atacada da forma que foi e resiste da forma nobre como o tem feito, num país normal toda a população se uniria à sua luta.

Num país normal, os alunos juntar-se-iam aos professores e transformariam esta luta numa defesa inequívoca pela Escola Pública!

Num país decente o governo não se senta à mesa com os sindicatos para negociar greves ou datas de exames, senta-se para negociar o motivo que leva uma classe profissional a decidir fazer greve!

Um Governo normal defende a Constituição!
Segue as indicações do Colégio Arbitral!
Não se vinga no povo quando não lhe fazem a vontadinha!

Um Povo normal sabe que tem que defender os seus interesses!

Num País de gente desperta, a comunicação social não cria opinião, Informa!

Num País de gente culta, um povo não engole as patranhas de governantes demagogos e não se deixa virar contra si próprio!

Num País Normal, com um Presidente da República Normal, este Governo já não o era!

Portugal vai continuar a ser governado por bandidos de fato e a bater palmas!
Este povo vai ficar despojado de todos os seus direitos e sorrir
Vai comer Merda e ainda vai agradecer!
Porque afinal de contas quanto maior o sofrimento, melhores fados serão compostos!

Mas este é um país Sui Generis!

Sui Generis e Estúpido! HC

23 abril, 2013

Yes We Can! …But We Won’t…


Já em 2008 que pensei em escrever isto, mas com todo o fenómeno que se criou em torno do personagem em questão, decidi não o fazer e dar ouvidos aos Seres Humanos que, sendo certamente mais evoluídos que eu, acham que se devem dar benefícios da dúvida a todo e qualquer individuo com um tom de voz agradável.

Este texto será então sobre Barack Obama, como já devem ter calculado.

Quero salientar em primeiro lugar que é muito perigoso ter um presidente negro, porque tudo o que um individuo de cor diz tem sempre mais estilo e mais piada do que alguma vez algum branco terá e isso é perigoso quando se trata de alguém cuja profissão é enganar o mundo, porque vai conseguir fazê-lo muito melhor que qualquer branco faria, com a vantagem de tocar ainda no complexo racial dos Norte-Americanos, que neste momento é qualquer coisa como: “Já que não posso descriminar negativamente, porque parece mal, vou descriminar positivamente, sem descriminar é que não fico bem!”

Questões “raciais” à parte, Obama conseguiu candidatar-se a presidente dos EUA e conseguiu angariar papalvos suficientes para ser gerado um movimento de tal forma grande à sua volta que até em Portugal teria sido eleito caso se decidisse candidatar.

A minha lógica em relação à política dos EUA é: Se conseguem sequer candidatar-se é porque são iguais aos outros, mas temos que dar o benefício da dúvida… (esta do beneficio da dúvida é que ainda não me convenceu)
Das duas uma, ou eles acreditam mesmo que vão chegar lá e mudar qualquer coisa, mas só depois de lá estarem é que percebem que quem comanda o país são os lóbis (de toda a natureza e mais alguma), ou eles sabem que não vão mudar nada e ainda assim mentem com os dentinhos todos que têm na boca. (a segunda hipótese é-me muito mais apelativa de acreditar, mas isso sou eu)

Resumindo, o Sr. Obama já vai num segundo mandato, o que significa que foi eleito duas vezes, já conseguiu fazer algumas lavagens de cara ao seu império, ainda não foi apanhado a ter um caso com nenhuma secretária, não dá muitas calinadas e apanhou o Bin Laden o que faz dele, pelo menos o melhor presidente dos EUA dos últimos 20 anos, resta saber quem vai beneficiar com esta presidência, quem não vai beneficiar nada eu sei, somos nós, o resto do mundo e uma grande maioria do povo dos EUA. HC

07 abril, 2013

Complexidades

Já de algum tempo a esta parte tenho vindo a reparar que tudo o que se relaciona com assuntos políticos se reveste agora de uma complexidade extrema, já nada é como é, tudo tem que ser tido em conta, mesmo que não signifique nada e sirva apenas para "acagaçar"!

“Deus Nosso Senhor nos Livre de nos Revoltarmos, aí então é que nunca vamos sair desta crise!” 

Esta parece ser a mensagem que tem vindo a ser transmitida de forma continuada.


Ora vejamos:

- Não podemos demitir os governos porque isso cria instabilidade e desconfiança nos mercados;

- O Tribunal Constitucional não devia ter chumbado o Orçamento de Estado porque isso cria instabilidade e desconfiança nos mercados;

- Não se podem apresentar moções de censura porque isso cria instabilidade e desconfiança nos mercados;

- Não se podem demitir ministros, mesmo que do mais incompetente dos sujeitos se trate porque isso cria instabilidade e desconfiança nos mercados;

- Não podemos ter eleições antecipadas porque isso cria instabilidade e desconfiança nos mercados;

- O maior partido da oposição não devia rejeitar nenhuma medida do governo porque isso cria instabilidade e desconfiança nos mercados;

-Não se pode dar um peido porque isso cria instabilidade e desconfiança nos mercados, para além de cheirar mal e ser falta de educação!

E estas foram só algumas poucas coisas que me ocorreram das inúmeras barbaridades que tenho vindo a ouvir e a ler.

De toda esta retórica que se tem vindo a desenvolver nos últimos tempos só uma coisa me ocorre, os mercados são uns grandes fascistas, tudo o que se possa a assemelhar a uma República Democrática de Pleno Direito a funcionar cria instabilidade e desconfiança nos mercados.

Para além de que se os mercados fossem uma pessoa e não uma espécie de Papão para adultos, essa pessoa teria graves problemas de saúde mental e estaria provavelmente internada num hospital psiquiátrico com um esgotamento nervoso! HC

04 abril, 2013

Viva o Alcides!

Alcides dos Santos, Vinte e quatro horas depois de ameaçar que não pagaria impostos, alguém lhe deu emprego!

Alcides diz e com razão que o único caminho é a resistência, só me custa a perceber porque é que há resistências que aparecem mais nos Jornais, Tv e Internet que outras!

Em Portugal, nem tudo (ou nada, para ser mais concreto), é o que parece e as resistências que aparecem nas notícias nunca lá vão parar por acaso…

De qualquer das formas, Parabéns ao Sr. Alcides dos Santos que em vinte e quatro horas conseguiu mais com uma ameaça que em dois anos com a procura activa de emprego, provando assim de uma vez por todas que os Centros de Emprego são uma desperdício de recursos do estado e que seria muito mais eficaz atribuir um tempo de antena a cada desempregado!

Alcides dos Santos é a Prova Viva de que em Portugal quem não Chora não Mama! 


O Macacos Me Mordam Deseja-lhe as Melhores Felicidades! HC

Adeus Ó Vai-te Embora


O governo está determinado em manter o país nesta espiral recessiva e agora decidiu atacar os comediantes, essa classe que vê o seu trabalho cada vez mais dificultado, principalmente pelo facto de a malta ao fim de quase 40 anos já não estar a achar piada nenhuma à brincadeira!

Miguel Relvas era ainda dos poucos que faziam rejubilar os nossos comediantes que, mantendo este como alvo das suas piadas, iam fazendo dele o seu ganha-pão.

No seu derradeiro acto escolheu como padrinho do Impulso Jovem o Criativo, o Guru, o Azeiteiro da Auto Ajuda, Miguel Gonçalves, o que faz com que, ainda assim, os comediantes só percebam o que lhes aconteceu quando Relvas já estiver bem longe.

Contratação que tem uma única vantagem, o facto de Miguel Gonçalves não fazer Curriculum Vitae e por isso não ter que mentir nas habilitações!

Percebi desde o início a intenção de Passos Coelho ao nomear Relvas para Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, porque para controlar um país de mafiosos, quem melhor que um Al Capone!

Miguel Relvas afirma já não ter condições anímicas para desempenhar funções, no entanto afirma sair com a mesma determinação com que entrou…
É este nível intelectual que os portugueses não conseguiram entender, o que é compreensível, porque se insere num tipo de genialidade que é muitas vezes confundido com a burrice!

Eu digo que Relvas nunca teve condições para desempenhar funções, pelo menos desempenhar funções em que tenha que dar a cara.

E desenganem-se os que pensam que isto é na realidade uma demissão, diria que é antes uma remissão, de volta ao bastidores, porque ver o marionetista quando se está a ver os Marretas não tem piada nenhuma, nem capta o nosso imaginário de que podem ser mesmo aqueles Bonecos que estão a decidir fazer aquilo sozinhos! HC

Oh Relvas, oh Relvas...

Eis o 1º efeito prático do regresso do Macacos!
Miguel Relvas, o ministro de todas as polémicas, temendo os nossos ataques, resolveu apresentar hoje a sua demissão. Perdão, pediu a cessação das suas funções como Ministro.

Depois de todas as mostras de incompetência, desonestidade e autismo agudo, Miguel Relvas abandona finalmente a esfera política mais visível e perscrutável.
Mas que ninguém se iluda. O mentor de Passos Coelho continuará (como fazia há muito) a mexer os seus cordelinhos no submundo da política.

Miguel Relvas esteve perto de ter o nome certo. Miguel Erva Daninha seria o mais acertado. E não nos livramos duma erva daninha assim tão facilmente. LR

03 abril, 2013

Abre-latas

Depois da radical pintura de Primavera ao blog, motivada pelo nosso entusiasmo no regresso, o passo mais difícil acaba por ser o primeiro post. Porque se espera sempre que um regresso seja algo extravagante e não é qualquer tema que parece estar à altura. É certo, porém, que nestes tempos estranhos não há falta de temas e sobretudo temas extravagantes. Esse foi também um dos motivos da nossa crescente vontade de reactivar o blog. Acredito que falo pelos 2 se disser que foram inúmeras as ocasiões em que nos apeteceu mandar uma posta de pescada ao mundo, pensando “Eu agora escrevia era sobre isto no Macacos”.
Mas devido à letargia de que este padecia ou por não termos encontrado outro local que soubesse a casa, esses textos foram todos ficando pelo caminho.

Pois sem qualquer tipo de extravagância, mas mais como uma espécie de abre-latas, para post de regresso deixo apenas uma pequena declaração de intenções:
  • Exprimir-nos, nem que seja para apenas o Deus da Internet ouvir.
  • Como foi intenção deste blog desde o primeiro dia, lançar temas de forma divertida para cima da mesa, dando a nossa visão, e ter animados debates de café na caixa de comentários, como foi acontecendo nos saudosos anos iniciais.
  • Fugir às restrições a la Facebook, que parece ter ganho um peso desmesurado na nossa forma de comunicar.
  • Apontar os surrealismos que abundam no nosso dia-a-dia, na política e neste estilo de vida moderno.
Por fim, resta-me apelar àqueles macacos, poucos ou muitos, que voltem a visitar-nos que não se inibam de contribuir nem de dar opiniões contrárias ou negativas.
Porque vocês aqui não nos mordem. Só quando fecham a boca. LR

O Regresso dos que Nunca Foram

Os Macacos estão de volta!
Depois de uma ausência que quase nos levou ao esquecimento por parte do público, ou seja, daquelas duas pessoas que liam isto, voltámos!

Porquê voltar agora?
(Perguntamos nós um ao outro, uma vez que mais ninguém lê isto.)

Voltamos agora por uma questão de simbolismo! E o simbolismo é giro!
Tentámos enquadrar o nosso regresso entre várias efemérides que achamos da mais alta importância:

-A Páscoa, que assinala a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, de quem somos fãs!
E deixem-se de tretas que o Dynamo, o Criss Angel e o Luís de Matos todos juntos não fazem um Cristo!

-O dia das mentiras!

-O 25 de Abril!

-A Demissão/Queda do Governo!

Estes últimos dois podem não estar na ordem cronológica correcta.

O Macacos Me Mordam é um blogue que já acompanha a nossa vida há mais de 9 anos e embora inactivo (desde 2011, ou 2010, ou 2009 se quiserem entrar em preciosismos, que foi o último ano em que temos mais textos publicados que meses num ano), não estava esquecido e continuou sempre a roer-nos a consciência e isto de sair à rua de consciência roída é aborrecido!

Queremos com o nosso regresso criar uma legião de seguidores (3 chegam bem), que partilhe, ou de preferência que não partilhe, das nossas opiniões.
Queremos muitas discussões e por isso prometemos ser irascíveis, como sempre foi nosso apanágio!



Vemo-nos do outro lado da jaula! HC&LR

11 janeiro, 2011

AgoraASérioCracia

O que me entristece neste país é que a última vez que um tipo que estava no poder foi morto, já foi há mais de 100 anos! E com isto instaurou-se a república!

Mais tarde houve uma cadeira que matou um tipo, mas as cadeiras não são pessoas! (embora queira desde já enviar os meus cumprimentos ao senhor que fabricou aquela cadeira e à cadeira em si, porque para tudo é preciso timing e há que saber até quando quebrar). Morte que veio fragilizar a ditadura e possibilitar uma revolução democrática em que vivemos até hoje!

Onde é que eu quero chegar?
Matar pessoas que estão no Poder é uma coisa boa! Pelo menos para Portugal tem sido!
E acredito que é um dever que nós, como povo, temos vindo a descurar!

Já experimentámos dois tipos de Monarquia: Absolutista e Constitucional.

Já experimentámos quatro tipos diferentes de República: A primeira (que foi a modos que um aperitivo), a Ditadura Militar, Estado Novo (ou Ditadura Nacional, ou Salazarismo, ou Fascismo, ou Filha da Putisse) e por fim a República Democrática em que nos encontramos (mais conhecida por Palhaçada).

Não estará na hora de experimentar qualquer coisa nova?

Proponho uma “AgoraASérioCracia”! HC

09 fevereiro, 2010

“Man, I see in fight club the strongest and smartest men who've ever lived. I see all this potential, and I see squandering. God damn it, an entire generation pumping gas, waiting tables; slaves with white collars. Advertising has us chasing cars and clothes, working jobs we hate so we can buy shit we don't need. We're the middle children of history, man. No purpose or place. We have no Great War. No Great Depression. Our Great War's a spiritual war... our Great Depression is our lives. We've all been raised on television to believe that one day we'd all be millionaires, and movie gods, and rock stars. But we won't. And we're slowly learning that fact. And we're very, very pissed off.” Tyler Durden in Fight Club

04 fevereiro, 2010

Na Vanguarda

Portugal, como sempre, é pioneiro! Desta vez, politicamente.
Chega de copiar modelos políticos já existentes!
O nosso país pode, neste momento, orgulhar-se de ter criado o primeiro modelo de governação em que substitui um executivo de ministros altamente qualificados para as pastas que lhes são designadas, por uma troupe de comendiantes de stand up, cujas especialidades são o húmor negro e a piada de mau gosto! HC

13 outubro, 2009

12 outubro, 2009

Loures contra o desemprego!

É com muito agrado que verifico que os cidadãos de Loures se uniram contra o desemprego. Salvaram a maioria da família de Carlos Teixeira do desemprego, renovando-lhe o mandato por mais 4 anos.
É bonito ver as pessoas unidas por uma causa, solidárias com uma família inteira.

Viva Loures Solidária! Viva o Compadrio!
LR

Luís Execra os Sufrágios

O dia 11 de Outubro foi um dos dias mais espectaculares que me lembro.
Depois de acordar às 6 da manhã, nada como começar por arcar com 20 quilinhos de votos em braços até à assembleia de votos, a 750 metros. Ainda antes do pequeno-almoço contar 3500 boletins de voto, só pra ter a certeza que se lembraram de aparecer todos. Das 8:00 às 19:00 receber os B.I.'s de 700 pessoas e ler o seu nome em voz alta, evitando rir com nomes como Tibúrcio, Pisco Pola e Trouxa que quase fazem esquecer que a gripe A anda por aí e que contactar com 700 pares de mãos é capaz de não ser a melhor das ideias. 19 horas, toca a contar 2100 votinhos, 2 ou 3 vezes porque há sempre alguém que resolve enganar-se (especialmente eu). Fossem estas umas eleições normais e não de anormais, e às 20:30 estava o dia feito e razoavelmente mal pago.
Mas eis que um ser de inteligência superior (leia-se Exma. Srª. Drª. Juíza Presidente da Assembleia de Apuramento Geral a.k.a. P***) resolve lançar um despacho que obriga a que todos os Presidentes das Mesas de voto saiam ao mesmo tempo e se dirijam à Câmara de Loures acompanhados pela polícia.
Depois de esperar mais de uma hora que uma mesa acabe a sua contagem, é-nos então dito por um polícia, com cara de ter 12 anos, que afinal era apenas preciso entregar os votos a ele e podíamos ir para casa. Porreiro.
23:00, prestes a dormir, já em casa depois de um Domingo até aí razoavelmente espectacular, eis que outro ser de inteligência superior (leia-se Eu a.k.a. Idiota) resolve atender uma chamada anónima no seu telemóvel:
- Tou sim, Sr. Luís?
- Sim, sim?
- O Sr. tem que vir ter à Junta de Freguesia p'ra de seguida ir a Loures.
- Você tá a brincar a comigo?!
- Vou-lhe passar aqui o telemóvel a uma pessoa...
-...
- Tou sim, Sr. Luís?
- Sim...
- Olhe, você tem que ir à Câmara entregar os votos.
- Você tá a brincar comigo!
- Não...
- Só podem 'tar a brincar comigo!!!
- Até já.

Achando por bem que se pudesse evitar a multa de 5000 euros evitá-la-ia, dirigi-me à Junta.
Depois da boleia dum funcionário da Junta psicopata, com pretensões de ser o próximo Schumacher, chego a Loures onde me deparo com um cenário 3º mundista: meia-noite e todos os Presidentes de todas as mesas de voto de todo o Concelho de Loures e Odivelas numa garagem à espera de entregar os votos. Por momentos não soube se estava em Loures se em Nzérékoré.
Depois de mais 1 hora e meia à espera, muitos protestos, de mandar os polícias pro cara**o, de assinar o baixo-assinado, de assistir a uns calduços num funcionário da Câmara com uma taxa de bazófia muito elevada e de receber um recibo igual aquele que tinha recebido 5 horas antes, livro-me finalmente daquela situação kafkiana.

Saldo deste Domingo, agora sim, verdadeiramente espectacular: 4 euros/hora.

Tudo isto me fez apreciar ainda mais aqueles indivíduos que em todas as eleições vão para as mesas dos votos partir-nos a cabeça, porque quem está nas mesas são sempre os mesmos e o que queremos é tacho.
Se algum desses estiver a ler, apenas lhe digo que agarre nos 75 euros que pagam nas eleições e os meta nas nalgas, porque deste 'tacho' nunca mais me apanham a comer. LR

02 outubro, 2009

Em Terra de Loucos

“Em terra de Loucos, quem tem Juízo é Louco!”, assim concluiu Mário de Sá Carneiro no seu livro Loucura, assim começo eu neste texto do qual ainda nada sei.

Foi nesta frase que passei grande parte do meu dia a matutar, não por não a compreender ou tanto menos por me causar estranheza, mas por me soar a tão familiar, embora até hoje me fosse completamente alheia.
Não foram poucas a vezes que me deparei com esta questão: O que é realmente a Loucura?
Também não é a primeira vez que me dou a divagações escritas sobre o mesmo assunto, mas nunca me ocorreu descrevê-lo tão bem como Mário de Sá carneiro o fez há cerca de 100 anos atrás:

“Loucura?! – Mas afinal o que vem a ser a Loucura?...
Um enigma… Por isso mesmo é que às pessoas enigmáticas, incompreensíveis, se dá o nome de loucos…
Que a loucura, no fundo, é como tantas outras, umas questão de maioria. A vida é uma convenção: isto é vermelho, aquilo é branco, unicamente porque se determinou chamar à cor disto vermelho e à cor daquilo branco. A maior parte dos homens adoptou um sistema determinado de convenções:
É a gente de juízo…
Pelo contrário, um número reduzido de indivíduos vê os objectos com outros olhos, chama-lhes outros nomes, pensa de maneira diferente, encara a vida de modo diverso. Como estão em minoria… são doidos…
Se um dia porém a sorte favorecesse os loucos, se o seu número fosse superior e o género da sua loucura idêntico, eles é que passariam a ser os ajuizados: Na terra dos cegos, quem tem um olho é rei, diz o adágio: na terra dos doidos, quem tem juízo, é doido, concluo eu.”

Podia certamente ficar por aqui e não acrescentar mais nada, no entanto as minhas divagações não mo permitem e se assim não fosse de pouco me serviria transcrever tão brilhante dissertação.

Da amálgama, na sua generalidade disforme, de pensamentos que me percorreram a mente após a leitura do que anteriormente citei, houve alguns que tomaram forma e são esses mesmos que vou tentar exprimir, na certeza porém de que o farei com inferior brilhantismo.

É um facto que a sociedade, a maioria portanto, não vê com bons olhos os loucos, no entanto, julgo, que por vezes o faz, o fazemos, o faço, por pura inveja! Inveja de não ter coragem de revelar o que realmente nos vai na alma!
Quem não gostaria de por vezes lançar bem alto um grito no meio da rua? Um grito de revolta! Um grito de pranto! Um grito de alegria! Um simples grito apenas pelo gozo de o dar! O que seja…
Quantos de nós o fazemos? Muito poucos… talvez os nossos amigos mais loucos…

A sociedade não é mais que um grupo de pessoas a representar e nesta peça de teatro os loucos são simplesmente maus actores. Actores sem formação, ou mesmo sem jeito para representar. E por norma os maus actores não são aplaudidos pela plateia, mas se por acaso houver no meio dessa plateia um que esboce uma palma, é louco!

Todos representamos, todos encenamos, todos criamos a nossa personagem que acabamos por apresentar no palco enorme que é a vida nesta sociedade, onde toda uma plateia se dispõe para nos julgar, com o maior dos rigores, à mínima falha e a nossa personagem é dilacerada pela plateia, por este júri de nossos pares.
Aos que se recusam a entrar na peça, a esses está fadado o desprezo, aos que representam mal é-lhes dado um papel de figurante, aos que melhor representam é-lhes dado o papel principal, o de cidadão exemplar!

Será que não vivemos já numa terra de loucos? Onde afinal quem tem juízo é o Louco?
Seremos todos tão animalescos e selvagens ou inaceitáveis aos olhos dos nossos pares que tenhamos que criar este circo decadente para convivermos uns com os outros?
Ou temos nós próprios, no nosso íntimo, medo, falta de coragem de mostrar quem realmente somos, sob pena de podermos vir a ser colocados na borda do prato?
Porque queremos afinal que a sociedade nos engula?
E porque engolimos nós esta sociedade e todas as convenções que esta acarreta e nos impõe?
Será a sociedade não mais que um pacto de não agressão entre os habitantes deste mundo?
E se o é, será que toda esta destruição, guerra e aniquilação só cessará no dia em que todos formos absorvidos pelo mesmo ideal de sociedade?

Neste momento são mais as questões, que as resposta, o que me vai na mente.
Não espero pelas respostas, quem sabe quando elas virão? …
E espero também parar em breve com toda esta divagação, corro o risco de ficar Louco! HC