24 dezembro, 2007

Feliz Natal

Não ficou muito explícito do meu texto introdutório, mas os dois otários que aqui escrevem nomearam-me gestor desta bodega. Como tenho muito tempo livre aceitei.

Portanto, venho como gestor desejar-vos a todos um Feliz Natal!

Não comecem já a dar pulos de alegria! Os dois idiotas pediram-me que exprimisse mais umas coisinhas! Ora aqui vai:


Este blog não pede Paz e Amor para esta época porque já que o faz todo o ano decidiu abrir uma excepção para esta época.

O Macacos Me Mo®dam deseja um Feliz Natal:
- a todos para os quais o Natal não se trata de uma época de compras;
- a todos os que lutam pelos seus ideais todo o ano;
- a todos os que não se esquecem das causas nobres durante 11 meses para se lembrarem durante 1;
- a todos para os quais o Natal é a época em que juntam a família e convivem;
- a todas as Religiões e Ateus!


O Blog deseja:
- uma valente diarreia a todos os que vão passar este natal numa igreja a festejar o nascimento de um senhor que não nasceu nesta altura;
- uma falha na TV Cabo e Retransmissores de TV para esta noite!

Não desejamos um Feliz Natal aos nossos governantes, porque não nos apetece!

Com todas as mensagem transmitidas me despeço! Heterónimo (por enquanto)

22 dezembro, 2007

O Óbvio

Não sei quanto a vós, mas se há coisa que me enerva numa conversa é a constatação do óbvio!
Porque tem que haver sempre alguém que teima em constatar o óbvio? Parece que é um esforço que fazem para que as conversas nunca aprofundem muito! Com certas pessoas não importa que estejas a falar do tempo ou da complexidade do fenómeno das pestes de gafanhotos na África Sub-Sahariana e o impacto que estas têm sobre a agricultura, o nível de profundidade da conversa vai ser o mesmo e a intervenção até pode ser semelhante, ora vejamos:

- Parece que vem aí chuvinha…
- Epá! Isso é muita mau!

…ou…

-Os sacanas dos gafanhotos à medida que vão passando destroem tudo!
- Epá! Isso é muita mau!

Tenho para mim que essas pessoas são as mesmas que durante os jogos de cartas perguntam sempre “Quem é a dar?”, quando é a vez delas!

O que mais me perturba é o ar intelectual de certos indivíduos quando se saem com intervenções como a que vou passar a exemplificar:

-Vai chover.
- Que chatice! Isso é extremamente desagradável porque, no fundo, fica tudo molhado!

Todos nós temos alguém no nosso grupo de amigos que se destaca por este tipo de intervenções menos agraciadas pela inteligência e se neste momento estão a pensar que não há ninguém assim no vosso grupo de amigos é porque são vocês mesmos os constatadores de obviosidades! HC

21 dezembro, 2007

"Liga a solfage(?) do carro!"

Solfage
Sufage
Soufage
Sulfagem
Saulfagem
Sofáge
Soulfage
Sofagem
Saufage
Soulfagem
Solfagem
Sulfage
Saufagem

Várias hipóteses de escrita da palavra mais misteriosa da língua portuguesa (ou doutra língua qualquer). Andará perto dos 100 a percentagem de portugueses que não sabem como escrever esta palavra, e eu sou um deles. Resta-me continuar a dizê-la de forma muito rápida e engasgada, como, de resto, fazemos todos.
Um mistério para o qual não se vislumbra solução...


E aqui fica mais um post de encher chouriços, numa tentativa desesperada de ter mais posts este ano do que os míseros 61 de 2006. LR

18 dezembro, 2007

Adivinha

O presidente A propõe uma nova Constituição e submete-a à votação do seu povo.
O presidente B também propõe uma Constituição. Quando uma parte do povo diz não, cessa a votação. Um pouco mais tarde, esta mesma Constituição é imposta — mas sem votação.
Qual dos dois é o democrata? Erraram todos.
O primeiro presidente chama-se Chávez e portanto é um populista e um ditador.
O segundo presidente chama-se Sarkozy e União Europeia e portanto estes são democratas.
Viva a democracia!

A adivinha é de Michel Collon.
(in Resistir)


Apesar de simpatizar cada vez menos com Chávez, não posso ficar indiferente, e não sentir repulsa, a este 'um peso e duas medidas' que se verifica constantemente na comunicação social, em comentadores, em políticos, na população em geral, talvez influenciada pelas opiniões dos 'peritos'. Este exemplo será dos menos adequados, pois a alteração que Chávez propunha era bem mais radical, mas o princípio está lá, e fica, ainda assim, o exemplo daquilo a que podemos assistir diariamente. LR

Rivalidades!

Compreendo agora a azia que os habitantes Porto nutrem por Lisboa, logo quando eles arranjam uma série de gangues que dão que falar nos noticiários, Lisboa vai a correr e organiza duas cimeiras e assina um tratado, convidando assim Criminosos de Renome Mundial que fazem qualquer triste Gangster do Porto parecer um simples miúdo insolente...HC

Não há Nada Como...



... uma Rua em que todos os semáforos abrem à nossa passagem! HC

13 dezembro, 2007

A Cadeia Mon Cherie


Venho, desta feita, falar-vos da maior cadeia de reciclagem de prendas de que há memória: a cadeia de prendas Mon Cherie, sendo apenas ombreada pela reciclagem de garrafas de Porto e Whiskey de marcas manhosas.
Nesta altura festiva do ano tenho poucas certezas mais seguras do que a de que irei receber uma caixa de Mon Cheries. É um dado adquirido.
Há 4 razões simples para este ser o presente ideal para reciclar, que é como quem diz ser aquilo que ninguém quer: ninguém gosta de fruta em calda, o licor é merdoso, o mito de que se pode apanhar bubas com aquilo não passa disso mesmo e há o perigo de se estar a comer um chocolate de 1953, ano do ínicio da cadeia.
Justifica-se, então, que ninguém coma de boa vontade, e muito menos receba, este chocolate. Assim que se recebe uma caixa, o seu destino está traçado: passar a outro e não ao mesmo.
Tenho, aliás, na minha posse 2 caixinhas, de 1963 e 1976. Saiem estas, entram outras, e no fim toda a gente fica contente porque não gastou dinheiro em prendas, e lixada porque recebeu mais meia-dúzia de caixas daquilo. É portanto, uma cadeia interminável, e um negócio genial. Vender aquilo que ninguém quer e conseguir lucrar!
Tenho, portanto, uma ideia muito gira, que é fazer marcas num sítio das caixas que só eu sei, oferecer essas caixas, e ver quantos anos demoram a voltar a mim. Ou então fazer uma campanha de recolha de caixas cheias e acabar com a fome no mundo. Mas a primeira é claramente mais gira. LR

12 dezembro, 2007

Loucura?

Quem é afinal Louco?
E o que define se se é Louco?
Será o dinheiro que se tem no banco, ou será o poder e a influência que se tem?

O que torna mais lúcido o Sr.Bush (por exemplo), que um tipo que acredita ser a reencarnação de Jesus Cristo e anda pelo mundo a fazer boas acções?

Será que o tipo que passa a juventude a estudar, sem se divertir, para depois passar a idade adulta a trabalhar e chegar a velho e não ter aproveitado nada é mais lúcido que o tipo que não tirou um curso, foi trabalhando aqui e ali, sem se prender, viajou o mais que pôde, conheceu e fez amizade com muita gente e que chegou a velho e pensa "Sou pobre, mas vivi!" ?

Não andarão as nossas prioridades , mais uma, vez um pouco trocadas?

Já diz o ditado: “De Génio e de Louco todos temos um pouco”!
E não será essa a grande verdade?

Ser equilibrado demais não será, também, uma forma de loucura?

Alguém Sabe? Alguém me pode dar uma Resposta?
Se estavam a contar com uma resposta da minha parte, aviso desde já que este é um texto de Perguntas, não de Respostas! (é porque dá menos trabalho que andar à procura de resposta para estas perguntas todas) HC

11 dezembro, 2007

EU - África


Bandeira in DN 10/12/2007


All About The Looks

Em primeiro lugar, espero que gostem do novo aspecto aqui da barraca, para quem não sabe o grande engenheiro foi o Shôr LR, eu fui apenas o inapto com bom gosto que fui dando uns pareceres, por isso, se não gostarem, não venham falar comigo. (Grande Trabalho Parceiro, Muita Bem!)

Dito isto… vamos falar de Grupos Sociais? Vamos sim senhor!
Vamos dizer alguma coisa de jeito? Certamente que não!

Todos nós sabemos o que são Grupos Sociais e creio que temos aproximadamente o mesmo conceito, mas caso haja por aí alguém sob o efeito de drogas pesadas, a minha definição de Grupos Sociais, pelo menos no contexto em aqui me refiro, são grupos de pessoas que os seus interesses coincidem de tal forma que aparentam ser todos clones uns dos outros.

E o que há a dizer sobre Grupos Sociais? Muito pouco! (e peço desde já, por isso, desculpa pela fraca qualidade do texto que estão a ler e ponho à vossa disposição o quadradinho com um X que se encontra no canto superior direito dos vossos monitores.)
O que me leva a falar sobre este Grupos Sociais é o facto de os achar a todos, ou uma grande parte, limitadores da singularidade, originalidade e criatividade da raça humana.

Quem é que define estes grupos? A grande parte deles associados a correntes musicais. E no caso destes, quem os define? Um grupo de tipos de uma editora que se juntam num escritório e definem que vão lançar mais uma banda extremamente original com narizes de palhaço na sua indumentária e no próximo Rock in Rio temos por lá, entre os grupos anteriores um monte de tipos com nariz de palhaço e que auto-intitulam “Clown Noses”, e lá estão eles a curtir o festival ao lado dos Punks, dos Metaleiros, dos Rastas, dos Dreads, dos Chungas do Hip Hop, dos Betos e dos outros?

Os Grupos Sociais não vêm só da música, temos também os religiosos, que se dividem e não se misturam, os Cristãos, os Muçulmanos, os Budistas e os Hindus!
E muitos mais Grupos Sociais, dentro de Grupos Sociais, dentro de um grande Grupo Social que é a sociedade! E assim vamos tendo os cordeirinhos dentro dos rebanhos como se deseja, uns mais desobedientes que outros é bem verdade, mas todos vão servindo o seu propósito, até mesmo no crescimento de cada um de nós, quem não foi ou teve um amigo que se vestiu como quase todos os grupos que foram aparecendo?

Eu (e tendo em conta que a minha opinião não vale nada), gosto de me enquadrar no meu grupo, os Outros. Os que não têm um código de vestuários, nem ouvem todos a mesma música, nem sequer todos os interesses coincidem, mas são amigos, porque para socializar não precisamos de ser todos clones uns dos outros! O grupo dos Outros não exclui ninguém e orgulhamo-nos de ser todos diferentes!

Como dizia um professor que tive:
“Todos Diferente! Todos Diferentes!”
Houve poucas coisas tão bem ditas, que tenha ouvido, como esta!
Saudações! HC

10 dezembro, 2007

Os nossos governantes desejam a todos um péssimo Natal!



Nota: aconselha-se que seja desligada a música na coluna da direita.

Extreme Blog Makeover

Aqui se inicia um novo ciclo na vida deste famigerado blog, com casa nova e com um novo membro, Eu!

Como é fácil notar houveram grandes mudanças ao nível visual e o que me apraz dizer nesta ocasião é que deram trabalho como o caraças! No entanto foi mantido o mítico amadorismo que sustenta esta casa, os alicerces são os mesmos!

No fundo os dois tipos que aqui escrevem querem que desfrutem deste espaço como o têm feito até ao momento e agora de cara lavada continuar o que foi começado há já quase quatro anos… O Descalabro Total!

Quanto a mim, eu sou o recém-nascido heterónimo dos dois idiotas que escrevem neste espaço, para já apenas heterónimo. Espero, como tem sido hábito nesta instituição, mais uma vez poder contar com a vossa participação na escolha de um nome digno para mim!

Usem o Sistema de Comentários para Fazerem as Vossas Sugestões!

07 dezembro, 2007

28 novembro, 2007

Moral, Bons Costumes e Muita Treta!

Há algo que me choca!
E gosto de acreditar que neste momento se estão todos a perguntar: “O que será essa coisa que choca o mais “inchocavel” de todos os seres à face da terra?”, mas o mais certo é perguntarem-se: “Mas este tipo continua a escrever, porquê!?”.
O que me choca é a Moral e os Bons Costumes pela qual muita gente rege a sua vidinha e a forma distorcida como a sociedade insere ou exclui as pessoas!
Ora vejamos, a sociedade acolhe mais facilmente, e por vezes até idolatra as pessoas que não bebem, não fumam ou consomem drogas e têm bom aspecto, mesmo que estes indivíduos sejam uns grandessíssimos filhos de uma gigantesca meretriz. Querem exemplos práticos? Hitler, Salazar, Sócrates… pessoas muito apreciadas pelo povo, cada um em seu tempo.
Do outro lado da barricada temos os tipos de cabelos compridos, que bebem, fumam, consomem drogas muitos deles e não vestem um fatinho nem para o próprio casamento. Esses podem ser humanistas, caridosos, génios e artistas que foram e irão sempre ser olhados de lado pela sociedade, a do seu tempo pelo menos. Exemplos práticos? Fernando Pessoa, Jim Morrisson, não me ocorre nenhum político, talvez Ché Guevara, mas esse era mais guerrilheiro.
Como é óbvio retrato extremos aqui, mas onde quero chegar? À cama, porque tenho sono. Para além disso o que pretendo com tudo isto? Chamar a atenção, muito possivelmente! (Freud teria uma boa explicação para isto certamente, uma que envolvesse um qualquer distúrbio sexual com toda a certeza)
O tipo de moral e bons costumes pelos quais se guia a nossa sociedade, valores estes que nos são incutidos desde que aprendemos a falar, a não ser que tenham pais fixes como os meus, e mesmo assim não me escapo de por vezes ver amigos meus olhados de lado, apenas pelo aspecto que possam ter, pois poucos conseguem escapar a esta formatação que nos é imposta!
Na minha visão das coisas (um pouco distorcida é certo), o tempo que as pessoas perdem a ver o que fulano veste ou o como sicrano usa o cabelo, se esse tempo fosse investido em, pelo menos tentar, ver o interior das pessoas, podiam evitar muitas vezes alguns desgostos como serem enganados pelos políticos, ou, na vida comum, depositarem confiança em pessoas que não a merecem! (desde que iniciei este projecto à quase quatros anos que sonhava poder usar as palavras “Fulano e Sicrano” na mesma frase e consegui, são estas pequenas coisas, estes pequenos desafios que me fazem continuar) E com este monólogo interior me despeço, até uma próxima intervenção! HC

18 novembro, 2007

Página 161, 5ª frase

O amigo Max, do excelente Devaneios Desintéricos, endereçou-nos uma proposta para continuarmos uma espécie de cadeia, que tem tido bastante adesão, pelo que tenho visto nos blogues que costumo visitar.
A ideia consiste em pegar no livro que estiver mais perto de nós, que teoricamente será aquele que estamos a ler, transcrever a 5ª frase completa da página 161, e passar a batata a outros 5 blogues à nossa escolha.

Com a minha costumeira pontaria nestas coisas, esta é a magnífica frase que vos transcrevo:
«Revolução?»

Para não ficar a saber a pouco, tomo a liberdade de transcrever o resto do parágrafo, esse sim, bem mais delicioso:
«Revolução? Mudança? O que eu quero deveras, com toda a intimidade da minha alma, é que cessem as nuvens átonas que ensaboam cinzentamente o céu; o que eu quero é ver o azul começar a surgir de entre elas, verdade certa e clara porque nada é nem quer.»
O livro é o 'Livro do Desassossego', de Fernando Pessoa.

Os blogues (flogs) a quem passo a batata quente são:
Parce qu'on sais jamais...
Simple things last.
Midrajne
Through My Magical Frame
Didiawe

17 novembro, 2007

VALORSUL

Fui surpreendido ontem enquanto conversava com o meu pai por esta notícia, uma notícia que não passa na televisão e que o meu pai só teve acesso porque passou na rádio, numa rádio privada.

Os trabalhadores da Valorsul estão em greve, que para quem não sabe é a empresa que faz o tratamento do lixo em Lisboa e grande parte dos conselhos circundantes.

E estão em greve porquê?
Passo a explicar… A Valorsul é dirigida por várias pessoas, ou seja, um director por cada conselho onde a Valorsul actue na recolha dos detritos.
Este directores decidiram que estava na altura de fazer aumentos nos ordenados e, na coerência e sensatez que caracteriza os directores e lideres deste país, decidiram aumentar os ordenados dos trabalhadores em 1%, enquanto se “Auto-Aumentaram” em 30%! Deveras Justo!

Os trabalhadores iniciaram a sua jornada de protesto contra a decisão da empresa e foram surpreendidos pela presença da PSP.
Perigosos esses trabalhadores que se manifestam por melhores condições de trabalho!!!
Tão perigosos que nem se manifestam contra o aumento dos ordenados dos directores, apenas pedem para serem aumentados em 3.7%, ao contrário do 1% definido pela direcção!

O Macacos Me Mordam apoia os trabalhadores da Valorsul!!!
Condenamos a atitude dos Media que se abstiveram de transmitir esta notícia, que de certo teria passado em todas as televisões caso os Presidentes da Câmara de Lisboa, Loures e arredores fossem de qualquer outro partido que não o PS!


Mais um serviço informativo por parte do Macacos Me Mordam!
A Abrir Olhos Desde 2004! HC

p.s.- A luta continua!

08 novembro, 2007

Breves!

Inspirado nesse belo jornal que é o Correio da Manhã (CM), decidi aqui abrir um pequeno espaço de informação, com pequenas noticias quase sem desenvolvimento, que como o próprio tablóide, pode tornar-se um pouco contraditória, confusa e com critérios um pouco estranhos.

Mantorras

O futebolista e talismã do SLB, mais conhecido como “o coxo”, salvou ontem, com a ajuda da sua esposa, um taxista que sofreu um ataque cardíaco quando deixava no destino (casa de mantorras), o sobrinho do futebolista. Segundo o divulgado Pedro Mantorras depois do feito ainda foi estacionar o carro ao senhor taxista.
Pena que quando alguém salva uma vida tenha apenas direito a meia página perto do final do jornal, mas que quando a mesma pessoa faz algo de errado seja noticia de capa e primeira página, como aconteceu com o mesmo, Mantorras, à algum tempo atrás quando foi apanhado no aeroporto com o seu passaporte rasurado. É o país que temos, se querem ser noticia, matem alguém!

Caso Maddie

No CM de à uns dias atrás podia ler-se na capa que teria sido encontrado ADN de Maddie no carro dos Pais, quando no interior do jornal afirmava que a policia está novamente mais inclinada para a hipótese de rapto. Decidam-se meus amigos, parece que existe uma disputa entre imprensa e policia para ver quem anda mais confuso, quem nunca pareceram muito confusos são os pais da criança… Aqui há Gato! (ou Macaco, como preferirem)

Lucros da Banca

Parece que os bancos continuam a ter cada vez mais lucro em Portugal! Da desgraça de uns se faz a riqueza de outros., isto podia muito bem ser o slogan de uma funerária, mas na verdade é aquilo em que consistem os lucros dos bancos em Portugal, lucro esse que ninguém vê reflectir-se na economia do País. Para onde vai esse dinheiro?
Corre bem a vida para os Coveiros das nossas Carteiras!

Casa Pia

É só para avisar que não vou falar deste assunto! Já estou farto!

...

Por hoje é tudo, espero ter presença de espírito para continuar este espaço com alguma regularidade, isto se o Post Zero deste bloco noticioso for bem aceite pela crítica! HC

27 outubro, 2007

A Esperança!

Bem! Este titulo não sei bem porque o coloco neste texto, talvez porque é a única coisa que nos vai segurando aos nossos ideais…
Estou triste! Por razões pessoais que, sem querer que soe a egocentrismo, são motivos universais.
Sinto que cada vez que defendo causas altruístas ou até os direitos humanos é igual a estar a defender os direitos dos animais, sem querer ofender os animais que merecem, por vezes mais que os humanos, ser defendidos.
A grande maioria prefere viver na monotonia que lhe é imposta sem sequer abrir os olhos para as privações que tem que passar sem necessidade. Ingrata é a tarefa de quem tenta mostrar a um conformado que existe melhor que a vida que leva e que realmente pode fazer algo para a mudar…
Sinceramente, juntamente com o desprezo, começo a nutrir alguma admiração pelos individualistas, por todas as chatices, tristezas e desilusões a que se poupam sem sequer darem conta, mas eu não consigo ser assim.
Peço-vos desculpa por este texto sem qualquer enquadramento, mas se não o publicasse, mais valia tê-lo apenas imaginado.
Toda esta desilusão faz-me perder alguma força, é verdade, mas não é isto que me faz baixar os braços. O que procuro, talvez não seja o mais altruísta dos feitos, mas quero que um dia que faça um balanço da minha vida não me possa ocorrer que poderia ter feito mais! HC

25 outubro, 2007

Bodies!

Desloquei-me ontem à exposição ‘The Bodies’.
Os mais incautos, e que possuam lacunas graves no inglês, poderão pensar que se trata de uma exposição de bodies, a peça de roupa que foi o furor do princípio dos anos 90 e que consistia num híbrido de camisola e cueca de senhora (com botões de mola por motivos de osmorregulação), tudo numa única peça. Erro.
’The Bodies’, ou ‘O Corpo Humano Como Nunca o Viu’ (forma como poderia ter apresentado a exposição desde o início do post mas que não deixaria espaço para a piada dos bodies, extremamente bem esgalhada, diga-se de passagem) é uma exposição de espécimes humanos reais, que são exibidos após um tratamento muito específico, que não irei explicar, bastando que vão ao site, que nos permite visualizar todas as estruturas, desde órgãos grandes até as mais pequenas artériolas e, arrisco, mesmo capilares. Ou seja, uma data de mortos com as vísceras à mostra. Fora este o slogan e em vez de 165.000 visitantes teriam tido 1.000.000…
Como bom português, ou seja, como alguém a quem nunca dá jeito gastar 15 euros e quanto mais tarde os puder gastar melhor, desloquei-me à dita exposição no último dia, a 2 horas do fecho, no mesmo dia e à mesma hora onde o Benfica viria a obter a primeira vitória na Liga das Campeões, pelo que me podem desde já agradecer. Transporto comigo uma espécie de maldição, que é a seguinte: quando vejo o Benfica, o Benfica perde. Como bom benfiquista, evito ao máximo ver jogos, mas nem sempre aguento, e daí os resultados periclitantes (e consegui finalmente enfiar a palavra periclitante num post) do glorioso.
Voltando à exposição. A espera, e desconfio embora não querendo acreditar, que se deva ao último dia da exposição, redundou em hora e meia numa fila, num ambiente muito parecido ao de um funeral. Pessoas com ar soturno, com fome e cansadas, direi mesmo tristes, à espera para verem mortos. E no fim a acabarem a pôr em perspectiva a fragilidade das suas próprias existências. Porque é isso que ver corpos cortados, literalmente, às fatias faz. Eu como sou dos que gosta de pôr em perspectiva a fragilidade da minha própria existência, mas que nem por isso gosto de funerais, devo dizer que adorei a exposição, e que valeu a pena cada minuto na fila. E foi também por isto que escrevi este post: para fazer pouco de todos aqueles que por preguiça ou por pobreza não puderam ir à exposição. O que redunda (e acabo de cumprir o terceiro objectivo deste post: escrever duas vezes a palavra redunda, que parece rotunda quando estamos constipados) numa dúvida. Quando se quer fazer pouco de alguém, mas não muito, dir-se-á que se quer fazer pouco pouco?
Abandono assim a perpectivação da fragilidade da minha própria existência, abraçando esta dúvida não menos existencial. LR